Um mundo fora de lugar

Assim começa 2020 para valer, após o carnaval: de ponta cabeça. Nada mais está em seu devido lugar. Compulsoriamente temos de seguir a recomendação de evitar a zona de conforto! Ninguém mais pode permanecer nela. Há um desconforto genérico e democrático para todos os cidadãos, sejam eles empregadores ou empregados, trabalhadores ou aposentados, ricos ou pobres, gordos ou magros. 

A zona de conforto é uma bifurcação para dois outros caminhos: a zona morta e a zona de expansão. Essa é a escolha crucial no momento e vai depender do impulso que move cada um de nós. 

Entenda por zona morta o lugar do desânimo, da apatia, da anomia, da acídia. Aquele lugar onde a gente entrega os pontos e deixa o barco correr. Aposta no destino e no que dele vier. Na certeza de que não há nada a fazer senão rende-se ao que considera inevitável.

Por zona de expansão entenda o lugar do conhecimento, da oportunidade, da criatividade e da aprendizagem. Um lugar onde a esperança está presente e sempre existe algo que possamos fazer. A aposta é pelo desígnio e os seus bons desdobramentos.

Se o que nos impulsiona é o medo, então a zona morta é o que nos espera. O medo é o pior condutor, pois sempre nos conduz a um lugar lúgubre, de que vamos nos arrepender, depois. É regido pelo egocentrismo, o salve-se quem puder, ou seja, o que prevalece é o instinto de competição. 

Se o que nos impulsiona é o amor, então o que nos aguarda é a zona de expansão. Orientados por ele, faremos a trajetória que nos leva a construir o melhor caminho. É o lugar do altercentrismo, do altruísmo, da cooperação e solidariedade. 

Na zona de expansão, três leis vigoram: uns aos outros; uns dos outros; uns com os outros. Não há isolamento, pois o sentimento de solidão deriva da dificuldade de estarmos conosco, não do confinamento. 

O medo destrói a qualidade sagrada do lugar, mas sua presença não é o maior problema e, sim, a ausência de amor. É o amor – liberado no mundo para fazer o seu trabalho sagrado – que reduz a presença do medo em todos os lugares.

Qual é então a nossa principal contribuição no momento em que impera o medo? 

A nossa principal contribuição é fazer o amor circular no mundo como principal antídoto à quantidade assombrosa de medo que há por toda parte.

Sigamos juntos, então, rumo à zona de expansão, ajudando o amor a fazer o seu nobre trabalho.

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