Tributo à amizade

Quando escrevi “O Velho e o Menino”, não imaginava que fazia um tributo à amizade. Essa palavra sublime aparece apenas duas vezes em todo texto, enquanto significado surge umas vinte e propósito é de perder a conta. Faz sentido, afinal, o livro é sobre a descoberta do propósito e significado é palavra irmã.

Embora não fosse uma obra sobre a amizade, explicitamente, acabou sendo. Foi até apelidado de “livro amigo”. Nele, o menino descobre que a infância termina quando a confiança acaba. O mundo do adulto é o da desconfiança. A verdadeira amizade, portanto, é a amizade da meninice.

Vale, portanto, lembrar versos do poeta Thiago de Mello, d’Os Estatutos do Homem:

Fica decretado que o homem não precisa nunca mais duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem como a palmeira confia no vento, como o vento confia no ar, como o ar confia no campo azul do céu.

O homem confiará no homem como um menino confia em outro menino.

Aproveito para agradecer de coração a todos aqueles que confiam em mim e em meu trabalho e apostaram no livro mesmo sem conhecê-lo, contribuindo decisivamente para viabilizar sua edição.

Vai daqui, a eles e aos leitores, um abraço apertado e afetuoso, de menino para menino e menina!

  • Sandro F. Antonio

    “Enfim, depois de tanto erro passado
    Tantas retaliações, tanto perigo
    Eis que ressurge noutro o velho amigo
    Nunca perdido, sempre reencontrado”
    Vinicius de Moraes
    —————————————————–
    Poucos sentiram o verdadeiro valor da amizade.
    Quem sentiu sabe que é difícil seguir em frente sem ele.
    … do filho ao pai!
    … do amigo!

    Abraço Roberto.

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