Onde está a alma dos negócios na Nova Economia

Muito se fala da inteligência artificial e da robotização, no mundo dos negócios. Não se trata mais de ficção científica: é fato. Ambas estão por trás de interessantes algoritmos de atendimentos, mas como tudo tem um lado bom e outro ruim, lamentavelmente também se prestam à distorção dos fatos e à difusão de fakenews. São eficazes como sistemas de informação, mas carecem de valores.

Com a pandemia, o mundo digital teve um crescimento exponencial, a ponto de mudar a cara dos negócios e do trabalho de modo irreversível. É a tecnologia avançando e ocupando virtualmente espaços antes mais plenos de convivência real, entre os seres humanos.

Com tudo isso, cabe uma pergunta: como será esse novo mundo?

Sim, sem dúvida nenhuma, abastecido por muita tecnologia, de maneira a sobrepor o mundo digital ao analógico. Mas não se engane: a alma dos negócios continuará sendo o relacionamento humano. 

Os negócios servem às pessoas, não as pessoas aos negócios. São as relações entre elas que tornam a vida no mundo dos negócios compensadora e significativa, desde sempre. Há, nessas interações, um misto de carência e desejo que fazem delas a moda que não sai de moda, o jeito que não muda de jeito, o costume que não perde o costume.

O comércio, uma das mais criativas invenções humanas, se originou justamente das relações humanas, pois no princípio os ganhos econômicos ficavam em segundo plano. Lembremos como, então, valia o “fio do bigode”, a palavra dada. O bom comércio, ainda hoje, segue a sua vocação inicial.

Mesmo em tempos de guerra, com países e chefes de estados confrontando-se, mercadores mantiveram suas transações comerciais, até mesmo clandestinas, às vezes, e à revelia do ódio reinante entre as partes.

Mesmo na vigência de contratos ininteligíveis repletos de cláusulas que anunciam obrigações e punições e acabam sub judice, as relações de confiança sempre funcionaram melhor e deram mais certo. 

Na verdade, inclusive devido às inovações tecnológicas, tudo mais é transitório, menos as relações humanas que desafiam o tempo, construídas graças à arte de conversar, à relação tête-à-tête. São elas que – bem ou mal – asseguram prosperidade no mundo dos negócios e fazem do planeta um lugar habitável. Que continuem, portanto!

 

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