Nova Economia, utopia ou realidade?

Veja se você reconhece as situações a seguir: os infelizes no trabalho, os empreendedores amedrontados, os empresários sem horizonte, os ricos de mentira, os sem-significado, os líderes destituídos de propósito, os que vivem a mesmice na zona de conforto. Que riquezas podem surgir de tão desalentadores (para dizer o mínimo) espectros?

Mudemos, então, o foco. Faço uma proposta: tal como crianças, vamos brincar de imaginar? Comece idealizando um negócio capaz de oferecer significado a todos os envolvidos. Afaste a intromissão da censura. Agora, pense em uma empresa capaz de oferecer satisfação e autorrealização a todos os seus colaboradores. Siga em frente de maneira positiva. Delineie os contornos de um trabalho que proporcione alegria a quem o faz. Amplie o cenário, apostando na existência de um mercado movido mais pelo amor do que pelo medo. Permita-se uma dose de romantismo.

Vamos soltar as asas e ir mais além. Reflita sobre a geração da riqueza plena: econômica, social, intelectual, emocional, espiritual. Bem-vinda e bem-vindo à Era da Consciência! A Nova Economia é capaz de construir um mundo mais ético, humano e próspero. Antes de pensar que se trata de utopia, viaje adiante.

Tudo começa em nossa tela mental. Primeiro imaginamos, depois realizamos. Se o mundo não está tão bom como poderia, é porque as imaginações não estão tão boas como deveriam. Imaginemos o pior e realizamos o pior. Imaginemos o melhor e ampliamos as chances de realizar o melhor. É claro que não é assim tão linear e direto, mas essa é uma condição preliminar.

Nada vai acontecer sem que, previamente, haja uma elevação de consciência das pessoas, a começar pelos líderes. Consciente é estar desperto e lúcido, enxergar a realidade com clareza. Quem é capaz de vislumbrar essa Nova Economia? Os que desejam enfrentar desafios e deixar um legado, os indignados, os inquietos, os idealistas, os que buscam um mundo melhor, trabalhando nesse sentido.

Note que tudo começa com a força de um desejo. Mas nada vai acontecer sem o primeiro passo. Não foi o mar que se abriu para a passagem de Moisés e dos hebreus, mas sim o movimento decisivo do líder, conclamando as águas para conquistar a ampliação do horizonte. Trata-se de um ato de fé e, como disse Martin Luther King, “fé é pisar no primeiro degrau, mesmo que você não veja a escada inteira! ”

No mundo dos negócios e das empresas, o primeiro passo está na construção de uma cultura. Bem específica. Não só de conhecimento, mas de aprendizagem, capaz de levar à imprescindível expansão de consciência.

Utopia é algo que ainda não existe, mas devemos nos empenhar para que se transforme em realidade. Duvida? Então resgate a criança em seu interior, acredite e… imagine!

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