Exercite o dom da vulnerabilidade

Eu, você, todos nós, ansiamos viver um propósito. Algo que dê sentido e significado à vida. Embora o propósito seja individual, assim como o sentido e o significado dele decorrentes, algo nos é comum: o desígnio de transformar o potencial em real. Em outras palavras: exteriorizar, de alguma forma, as inteligências, os dons, as virtudes e os talentos internos. 

Mas, como nas camadas de cebola, esse potencial está na mais profunda, onde se encontra também o desejo íntimo. Juntos, eles oferecem o propósito mais significativo para a vida. Antes, porém, há de se passar pelas outras camadas da cebola, nem sempre animadoras.

As primeiras podem estar representadas por aspectos negativos, como inveja, ganância, raiva, ciúme, instinto competitivo e outros maus cheiros. Ao evitá-los, tendemos a recuar para o exterior com medo de encontrar outras abominações, caso nos aprofundemos.

Essa é a razão pela qual muita gente evita mergulhar em si: o medo do que pode encontrar. Talvez alguém até resolva pedir ajuda a um coach ou psicólogo, mas quem convive com você na maior parte do tempo é você. Encare o desafio: a viagem de autoconhecimento e autodescoberta é indelegável.

Exercite a vulnerabilidade, para ir mais fundo. Corajosamente, encare suas fraquezas e se compadeça das próprias incorreções. Com isso, você consegue dois grandes feitos: pode corrigir o que for preciso e descobrir o que está abaixo do que exala mau cheiro.

Assim como o instigante baú escondido no sótão da casa, lugar cheio de mistérios e que poucos visitam, vale mergulhar muito além da primeira camada para colocar à luz tudo o que ali se esconde. Lembre-se: a luz é desinfetante!

Com esse movimento, deixamos aflorar as potencialidades, permitindo que revelem seu natural desígnio: o de transformar-se em boas obras.

Encoraje-se! Faça a viagem fundamental para dentro.

O melhor de você – acredite – ainda está por ser descoberto!

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