Crise provoca queda de autoestima

De repente você olha para o seu currículo e acha que não vale nada. De que adiantaram todos aqueles cursos e tanta experiência profissional? Ninguém escolhe ou convoca você, que segue, ao desamparo e sem emprego, levando consigo o amargo sentimento de baixa valia.

A triste sensação é exatamente a mesma caso você seja empreendedor.  Ao invés do currículo, o que parece não satisfazer a ninguém é o seu portfólio de produtos e serviços. Cadê todo mundo? Quem se interessa pelo que produz ou pelo serviço que presta? Entregue à desolação, você sente a autoestima despencar.

Quando isso acontece, desencadeia outros sentimentos de desconsolo. É muito sofrido sentir-se uma pessoa desatualizada, inadequada e ultrapassada. A pior de todas as sensações que vivencia é a de rejeição. Ninguém me ama, ninguém me quer e a sua vida se transforma em um samba-canção.

Bom, o que eu tenho para lhe dizer é “não se diminua tanto, você não é assim tão grande”.

Espere! Antes que você comece a se sentir o cocô do cavalo do bandido, que nem sequer entrou em cena, peço-lhe calma! O que estou tentando dizer, em suma, é: “não se leve tão a sério”.

Saiba que a autoestima é parente do narcisismo. Assemelham-se pelo fato de ambos exagerarem no foco que a pessoa mantém sobre si mesma. Tamanho exagero, com  autoavaliações e autojulgamentos depreciativos, no caso da baixa autoestima, ou mesmo superlativos, no caso do narcisismo, perpetua o defeito original: o desdém pelo outro.

Para sair do círculo vicioso egocentrado, vai ser preciso romper e migrar para outro círculo, virtuoso e altercentrado, em que o centro das atenções não seja sua pessoa.

Saiba que nada pode ferir você, exceto os próprios, negativos e rigorosos pensamentos a seu respeito.  

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