Como o comprometimento e a excelência ajudam na busca do nosso sucesso

Gustavo Borges, nosso querido campeão olímpico, me convidou para compartilharmos uma live. O tema era justamente como o comprometimento e a excelência ajudam na busca do nosso sucesso. 

Talvez os leitores destaquem a palavra sucesso como a mais relevante da frase. Outros quem sabe prefiram comprometimento ou excelência. Eu, no entanto, escolho como determinante busca

O x está bem aí: existem seres de fuga e seres de busca. Têm olhares, direções e comportamentos diferentes. Como está implícito na expressão, os seres de fuga – mesmo inconscientemente – fogem do sucesso. Sim, porque obtê-lo requer responsabilidade e os seres de fuga almejam uma vida na maciota, como se diz. Não querem dores de cabeça. “Larguei aquele emprego porque estava me dando muita dor de cabeça”, diz o empregado em fuga. “Passei para frente aquele negócio porque estava me dando muita dor de cabeça”, justifica o empreendedor em fuga. E assim, ao descartar as dores de cabeça, fogem também da possibilidade de viver histórias de sucesso.

Seres de fuga não querem se comprometer com nada nem com ninguém e isso os inclui. Sonham uma vida confortável, isenta de dores de cabeça. E aí está a principal diferença entre os seres de fuga e os seres de busca. Estes querem dores de cabeça! Reconhecem que, sem elas, não existe sucesso, ou seja, sem assumir compromissos consigo e com os outros. 

Para administrar as dores de cabeça decorrentes do sucesso, é preciso assumir uma vida virtuosa e disciplinada. Essa é a atitude de campeões como o meu anfitrião, Gustavo Borges.

Mas tem uma palavra, sobre a qual ainda não falamos, na frase original da live. Refiro-me à excelência, importante, fundamental mesmo para quem almeja o sucesso. A começar fazendo uma distinção de outra muito básica e até corriqueira: qualidade. 

Qualidade é sempre algo fora, por isso pode ser produzida em equipe e por meio de processos. Os mercados avançaram muito graças aos programas de qualidade em voga a partir dos anos 90 do século passado. Qualidade, tal como foi definida nos manuais e seguida à risca, é produzida com um aparato feito de normas, descrições, supervisões e auditagem. É sempre linear e analítica, racional e lógica.

Excelência é diferente. Não se produz excelência do lado de fora sem que esteja incorporada internamente. Excelência é comportamental, emocional e criativa. Sua origem está na intenção de ser excelente. E na atitude disciplinada para tal. Atitude, portanto, de campeão. Exclusiva de seres de busca, aqueles que aprenderam a buscar e a gostar de dores de cabeça. Seja um deles!

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