Acabou!

Fim dos planos.

Qualquer um já delineado se transformou em jornal de ontem, do dia para a noite. Não serve para mais nada. E agora, o que fazer?

Planos foram elaborados no passado, que agora parece ainda mais distante. Faziam sentido naquele cenário e circunstâncias. Nada a ver com a realidade atual e o futuro totalmente imprevisível que nos espera. Sinais de uma época. Fim. Então, o que o momento pede? Qual é a leitura que se faz dele? Como lidar com ele e com o que virá?

O momento pede o improviso. Atenção! Não entenda a palavra como algo leviano ou coisa de amador. Nada disso. Trate-a no sentido da criatividade implícita, cuja arte é resultado de anos de preparo, de repertório acumulado, de vocabulário enriquecido, de experiências vividas e de boa intuição. Uma esponja encharcada ao longo do tempo disponível para que dela se esprema o suprassumo. É o essencial, o que verdadeiramente importa, porque o insignificante nada mais é do que pó de traque. 

Fim dos planos.

Chance de uma nova vida – é o que se apresenta. Aquela a que estávamos acostumados e que seguia o plano, voltava-se mais para o passado do que para o futuro. Repetia-se exaustivamente, excluindo o glamour da novidade e o sabor de aventura. Quando os planos do lado de fora não servem para nada, restam os recursos internos. Estes vão muito além do que um plano pode abarcar. Planos reduzem os potenciais. Nenhum deles seria capaz de superar a infinidade de recursos acumulados ao longo de uma vida, sem contar os registros nas células advindos de tantas gerações.

Fim dos planos.

Eis, portanto, que se abre espaço para o talento e a criatividade. Felizmente, o que poderia ser ocupa o lugar do que já era e continuava sendo, ad infinitum. Os planos perpetuam determinados quadros. Na intenção de continuar acertando o que deu certo, impediam que outras portas fossem abertas, para que se possa respirar novos ares. 

E o que poderá ser?

Não existe resposta. Temos de nos aventurar em experiências sem roteiros pré-elaborados, sem rotas traçadas, sem mapas de navegação.

O sentimento de tatear no escuro pode ser angustiante, a menos que uma bússola interna nos conduza. Se o alvo foi perdido de vista, que a seta mantenha o curso consistente amparada em valores e virtudes. Assim, não será mais a seta a buscar o alvo. Quando menos se espera, o alvo correto se apresentará à seta que soube manter a coerência. Acredite, a perspectiva é instigante. Mergulhe!

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