Uma grata homenagem

A ideia surgiu. Como tantas outras, dentre as que vão e vêm. Mas essa, persistente, invadiu meus pensamentos. Pensamentos, no entanto, são como nuvens passageiras. Dissipam-se. A menos que sejam traduzidos em palavras. Mas as palavras, como diz o poeta, o vento as leva.

A ideia, teimosa, pedia registro. Palavras são apenas símbolos que só adquirem amplo sentido quando ordenadas e desencadeadas. A escrita é um enredo feito de tramas e urdumes.

Agora sim, a ideia cresce e vira texto. Um texto pode ser lido e compreendido. Compartilhado, já não é mais apenas do autor, mas também de quem o lê. E quem lê, vai além das linhas, enxerga o que está e o que não está nas entrelinhas. Vixi! A ideia cria asas!

Se é para voar, que se transforme em livro. Foi o que fiz e assim nasceu “O velho e o menino”.

Noite dessas, meu editor e amigo enviou-me um vídeo mostrando a ideia sendo impressa na gráfica. Estremeci ao ver tanta gente, em seus uniformes bicolores, cinza e amarelo, dedicando-se ao que é, agora, o nosso livro. Além das asas, a ideia ganhou pernas e sei lá aonde vai parar.

São tantos os trabalhadores que se dedicam a essa manufatura feita de técnica e arte! Tomado pela emoção, ofereço aos profissionais do livro – avaliadores, editores, revisores, diagramadores, capistas, designers, impressores, gráficos, técnicos, parceiros, livreiros – a minha homenagem e, sobretudo, imensa gratidão.

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