Quer saber para que serve uma empresa mais humana?

Para dizer que uma empresa é mais humana, podemos nos ater a seu lado “alma” e afirmar que ali existe qualidade de diálogo. Todos conversam com maturidade, respeitando a ambivalência. Esta palavra significa que “ambos valem”. Portanto, se ambos valem, é preciso buscar uma terceira alternativa, que é obtida por consenso.

Consenso é uma palavra importante em empresas mais humanas. Implica disposição para conversar, negociar ideias até chegar a determinado ponto que todos estejam dispostos a apoiar. Consenso requer apoio e cooperação. Não é a mesma coisa que democracia, em que a minoria perdedora resiste às decisões da maioria vencedora. No consenso ninguém perde, todos ganham.

Podemos, também, dizer que uma empresa mais humana é aquela que promove o aprendizado. Para Leonardo da Vinci, “aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende”. A empresa mais humana é aquela em que todos têm a oportunidade de aprender, desenvolver-se, evoluir. Não apenas profissionalmente, mas como seres humanos. E, assim, deixar o medo do lado de fora.

Por isso, a empresa mais humana é alicerçada nos valores, naquilo que existe de mais essencial na existência humana. E não pense que, por ser mais humana, está isenta de conflitos e imune às vilanias. É mais humana exatamente por não eliminar do seu habitat o que existe de mais humano na existência: a lama, o barro e o reflexo das nuvens e do azul do céu na poça d´água. Para que, justamente, a lama e o barro sirvam como aprendizados e desafios capazes de abrir espaço cada vez  maior ao céu cor de anil.

Então você pode perguntar: “qual a vantagem de ter uma empresa mais humana se ela carrega os mesmos defeitos daquela que não investe e não se interessa por sua humanidade? ”

Antes de tudo, é bom salientar que a empresa mais humana sabe tratar as suas desumanidades com humanidade. Isso faz com que conquiste, a cada dia, o que existe de melhor em cada pessoa. Nela prevalece mais a virtude do que o vício, mais a excelência do que a negligência, mais a verdade do que a mentira, mais a beleza do que o grotesco, mais a bondade do que a maldade.

Não bastassem todas essas vantagens na perspectiva da alma, a empresa mais humana é também melhor na mente. Em outras palavras: ser mais humana é bom negócio!

A começar do fato que a empresa mais humana é também mais altruísta. Está muito interessada no outro e propensa a lhe dar atenção e dedicar-se a ele. A empatia é uma de suas virtudes, então sabe compreender o outro, colocar-se no lugar dele, descobrir onde lhe aperta o sapato.

A empresa mais humana não se limita a fazer com que as pessoas sejam mais generosas. Incentiva seus colaboradores a ser mais generosos com os outros. Oferece todas as condições para que o ego dê lugar ao alter. Leva cada um a voltar-se para fora, para o outro.

Agora, substitua “o outro” pelo “cliente” e releia os últimos parágrafos. Tente compreender porque a empresa mais humana é um bom negócio.

E, para não dizer que não falamos de corpo, tente imaginar os processos de trabalho quando o olhar está centrado no outro. E, também, procure prever os resultados, quando o outro, ou seja, o cliente, responde com gratidão a tamanha, natural e generosa dedicação.

Agora, para arrematar, responda: o que é e para que serve uma empresa mais humana?

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