Quais agendas você usa para planejar o ano?

Mais um ano iniciado. Queremos que ele seja próspero e, claro, que os resultados se aproximem ao máximo das nossas intenções. No fundo, sabemos muito bem que o que pode nos impedir de chegar lá é ausência de ação. Mas não qualquer ação. Estou falando sobre uma ação planejada. Em suma: uma agenda. De ações consistentes, com resultados da mesma natureza. Ações capazes de criar um forte e permanente elo entre a alma, a mente e o corpo da empresa.

No lado alma, a agenda propõe a qualidade de diálogo. Somente assim, é possível conhecer as verdadeiras razões dos problemas de equipe. Pense nas reuniões de que você participou e que geraram energia e grandes resultados. Vai perceber que a qualidade do diálogo fez grande diferença na forma de tratar e resolver problemas.

 

A qualidade do diálogo amplia ou restringe a inteligência de grupo. Neste último caso, o da restrição, a verdade nunca virá à tona e uma empresa só tem a perder, quando não lida com a realidade. Alguns líderes não gostam da realidade.  Quando alguém traz alguma mensagem que contraria seus sonhos, prefere dar cabo do mensageiro.

Se quer cumprir a agenda, esteja onde a ação está. E deixe de pressupor ou decidir apenas com informações filtradas pelos colaboradores diretos. Faça perguntas. Opte sempre pela verdade, em vez da falsa harmonia.

É muito comum o ímpeto de querer realizar cinco anos em um, principalmente no início do período, quando as energias estão restauradas. Então, para “ganhar” tempo, são definidas dez prioridades para a empresa. Sabe qual será o resultado disso? Apenas criar movimento e fazer barulho!

No lado mente, a agenda propõe garantir a qualidade de negócio, e isso implica foco e propósito. Quem dá a pista para a definição de um propósito é o cliente. Esteja atento e interessado no que ele tem a dizer. A partir daí, é possível definir um propósito para a empresa e uma razão para existir, tendo como fonte de inspiração as necessidades do cliente.

Eleja as prioridades e apresente-as de maneira bem definida, para que todos possam compreendê-las. E não tenha medo ou preguiça de repeti-las todos os dias, como um mantra, para que ninguém tenha oportunidade de fazer-se de desentendido.

No lado corpo, a agenda propõe assegurar a qualidade do resultado. Implica criar um processo de decisão e ação que funcione com eficácia, defina as responsabilidades, assegure a compreensão e permita o acompanhamento.

Depois de esclarecidas as responsabilidades, o acompanhamento é imprescindível. A partir daí, acompanhar preencherá a maior parte da agenda. Implica circular, captar pensamentos e sentimentos das pessoas, obter informações e oferecer orientação e direção. Jamais termine uma conversa sem fazer um resumo das ações que devem ser realizadas, por quem, quando e qual o resultado esperado. É uma síntese altamente necessária.

Por fim, a agenda do líder consiste em se envolver profundamente com as pessoas, com as estratégias e com os resultados. Deve ser capaz de criar uma realidade compreensível para todos, porque sabe conectar as partes e valoriza a importância dos detalhes em cada uma delas. Tem, portanto, a visão do todo e das partes. É dessa poderosa síntese que depende chegar ao final do ano com respostas positivas para todos os propósitos.

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