Por que você não prospera?

Você já teve a sensação de que estava sabotando o seu próprio sucesso? Pois isso é mais comum do que se imagina. O auto sabotador é aquele que procura explicações externas, fora de si e de sua responsabilidade, para justificar seu insucesso.

É nessa atitude descompromissada – consigo mesmo e com os outros – que reside a diferença entre um ser que se considera criatura e o ser que se percebe como criador. A criatura sempre está a mercê das circunstâncias, pois acha que a solução de seus problemas não depende dela. O criador, por sua vez, escolhe o mundo em que quer viver, constroi o seu futuro e se responsabiliza por ele, assim como pelos bons e maus resultados.

 

Embora seja uma escolha comum, sabotar o próprio sucesso não é tarefa simples. Requer esforço. É como nadar contra a maré. Qualquer pessoa sabe que é desgastante (e improdutivo) contrariar a natureza. Ainda mais porque a nossa natureza é de evolução, de expansão, e tem como fermento uma promessa de progresso. Assim, o sucesso é inerente à existência. Porque, então, nem todos prosperam?

Uma das razões pelas quais isso ocorre é porque muitos sofrem da síndrome da prosperidade tardia. E do que se trata? Simplesmente, postergar a prosperidade para um futuro indefinido e sempre longínquo, enquanto corremos atrás dela.  Observe como a síndrome funciona.

Sabotagem 1:  É preciso lutar pela sobrevivência e garantir o sustento

Todos os dias pulamos cedo da cama e vamos para o trabalho para garantir o sustento de nossa família. Lutamos para sobreviver e assegurar o “leite das crianças”. Mas quem luta pela sobrevivência não pensa em outra coisa. E a prosperidade está na “outra coisa”, e não em perpetuar a busca da sobrevivência.

Sabotagem 2: Os mais fortes devoram os mais fracos

A luta pela sobrevivência costuma se transformar numa arena de guerra, em que os mais fracos são abatidos pelos mais fortes. Daí a necessidade de competir. Mas competir implica focalizar a atenção no adversário, em vez de mantê-la apontada para o que, de fato, traz a prosperidade.

 

 

A profecia que se realiza

 

As duas sabotagens que acabamos de definir partem de uma única premissa: a de que não há o suficiente para todos. O mercado é visto como um lugar precário e, portanto, cada um por si e Deus por todos. Só existe um primeiro lugar e o pódio é de quem for capaz de ser o mais forte, o mais ligeiro e o mais competitivo. Quando o que existe é apenas a solidão de ocupar o primeiro lugar no pódio, esse “vencedor” tem uma única certeza: de que a escassez realmente existe, tal é o distanciamento e o isolamento provocado por esse tipo de sucesso. Ao final, acentua-se ainda mais a crença na escassez ao invés da fé na abundância, que é onde mora a verdadeira prosperidade.

A síndrome da prosperidade tardia está relacionada com o modo como nos vemos e na incapacidade de ver os outros como parte de nós. Extraímos dos outros e nos sabotamos. Adiamos nossa própria prosperidade, ad eternum.

Prosperidade significa zelar por todos os que nos acompanham nessa jornada. Para tanto, precisamos colocar a cooperação no lugar da competição e a contribuição no lugar da extração. E tudo começa quando tiramos os óculos que só enxergam a escassez. A boa mágica é trocá-los, definitivamente, por óculos que enxergam a realidade como ela é, feita de abundância e prosperidade.

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