Por que as empresas jovens morrem cedo?

Essa estatística você já conhece: de cada 100 empresas, cerca de 40% sucumbem no primeiro ano e outros 40% desaparecem no segundo ano.

Mas não é preciso que seja assim. Diante dessa grande onda de mudanças e dos novos desafios empresariais, uma empresa velha e rodeada de paradigmas deveria ter mais dificuldades em sobreviver do que uma nova, ousada e arrojada empresa jovem. Mas por que isso não é o que acontece? Porque a nova, ousada e arrojada empresa jovem insiste em nascer velha e precocemente rodeada dos velhos paradigmas da velha economia.

Compreenda, apenas para simplificar, uma empresa formada por dois sistemas: técnico e humano. A maior parte do que é tangível, físico e mensurável está no sistema técnico. Já o sistema humano contêm a maior parte do intangível e nem sempre perceptível e mensurável: a comunicação, a motivação, a intuição, a imaginação etc. Aí está o problema: a maior parte dos novos empreendimentos estão alicerçados muito mais pelo sistema técnico do que pelo sistema humano.

O que fazer? Ora, estamos na Era do Conhecimento, a era em que a moeda forte é o talento humano. Estamos na era do desigual, se soubermos entender que uma empresa é muito mais sistema humano do que sistema técnico. E perder a oportunidade de criar empresas desiguais será o grande desperdício dessa nova economia.

Pense em música! Pense em composição! Assim como é possível compor milhares de músicas com apenas sete notas musicais, é possível construir uma empresa única, pois cada empresa deve possuir o seu próprio arranjo e escolher o seu próprio compasso, buscar sua própria harmonia, elaborar sua própria música com acordes e arpejos únicos, tocados por instrumentistas únicos, para o deleite dos clientes por ela escolhidos.

Faça a sua própria partitura. Pense em uma empresa com notas de corpo, mente e alma:

 

– O lado mente trata da relação com o mercado e com o futuro: o cenário em que a empresa quer estar, a escolha do foco e o relacionamento com os clientes.

– O lado alma trata da relação com a equipe, o estilo de liderança, os valores internos.

– O lado corpo trata dos processos e projetos, das metas e resultados e dos indicadores de desempenho.

A combinação inteligente do foco e prática de relacionamento com os clientes, do cenário em que a empresa deseja atuar com os processos e projetos, das pretensões de resultados com os indicadores de desempenho e com o jeito de trabalhar em equipe, do estilo de liderança adotado e os valores assumidos por todos é que fará uma empresa única e diferente.

E o que fará a diferença? O sistema humano, ou a experiência e a emoção que os vendedores criam para os seus clientes diante de uma ação de venda; a energia de uma equipe comprometida com o cliente e com o negócio da empresa; a atuação de um líder participativo, visionário e inspirador; o consenso com valores virtuosos que transformam um empreendimento em uma causa que gera orgulho para todos que dele participam.

Troque a antiga cantilena da velha economia por uma música vigorosa, empolgante, contagiante e… bote o seu bloco na rua!

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