O toque feminino nos negócios.

Sem dúvida, as mulheres estão cada vez mais presentes no mundo dos negócios. Não era assim há vinte anos atrás. Lembro-me da presença maciça dos homens em minhas palestras e cursos. Hoje, os auditórios são bem equilibrados na composição entre homens e mulheres. Mas a realidade aí está e é irreversível: as mulheres chegaram! Estão cada vez mais presentes nos cargos de gerência nas organizações e empreendendo novos negócios. E, para espanto de alguns homens que acreditam que empreender é um esporte masculino, as mulheres estão se dando muito bem.

Elas chegaram na hora certa. A dinâmica do mercado e as mudanças comportamentais dos consumidores estão cada vez mais incompreensíveis para o raciocínio lógico e cartesiano dos homens. Sempre que me referir aos homens e às mulheres, não estou generalizando. Estou fazendo referência às peculiaridades da maioria.

A verdade é que o mercado está cada dia mais ilógico e irracional e, portanto, cada vez mais distante da capacidade de interpretação dos homens. Para ajudar a entendê-lo são necessárias outros tipos de inteligências, mais comuns nas mulheres: a capacidade de compreender o componente emocional que está sempre presente nas decisões de consumo, a intuição capaz de antever a aceitação ou não de determinados produtos, a sensibilidade capaz de fazer suposições sobre novos cenários e tendências, etc.

Tenho sugerido a alguns empresários que pelo menos 1/3 da diretoria seja formada por mulheres. É claro que a inteligência mais lógica dos homens continua sendo muito útil. Mas esse mesmo tipo de inteligência muito útil na hora de implementar planos chega a ser um estorvo quando o propósito é definir uma missão apaixonante, envolvente, quase maternal. A inteligência masculina também pouco contribui quando é preciso lidar com problemas de relacionamento e conflitos na empresa. As mulheres se saem bem por conseguirem melhor compreender os sentimentos que estão geralmente envolvidos nessas situações.

A racionalidade do homem contribuiu muito para que as organizações atingissem um alto nível de produtividade. Mas o que fazer agora que as empresas necessitam desesperadamente de criatividade?

Tem um dado que, só por isso, justifica a presença e o sucesso das mulheres no mundo dos negócios: são ela que decidem a compra da maior parte dos produtos e serviços oferecida na atual economia.

É claro, no entanto, que nem todas as mulheres estão se dando bem. Têm aquelas que estão cometendo um grande erro: querem imitar os homens. Tremendo desperdício!

Ora! O melhor da mulher é ser ela mesma, sem os vícios e os estresses que os homens adquiriram para manter-se em pé e buscar sempre o troféu de campeão. Muitas mulheres estão se excedendo nas horas diárias de trabalho, estão deixando de lado a vida pessoal para entregar-se totalmente às conquistas profissionais que resultam em perda de saúde, baixa na qualidade dos relacionamentos e problemas familiares de todos os tipos.

A melhor contribuição que as mulheres podem dar ao mundo dos negócios é introduzir um novo paradigma. A mulher pode fazer um ambiente empresarial mais humano e solidário. E pode introduzir valores virtuosos nas empresas e constituir empresas que tenham alma.

“Empresa” é, enfim, uma palavra feminina. Que as mulheres tragam todas as suas inteligências, charmes e competências para tornar as empresas mais plenas!

Bem-vindas!

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