“O pior de tudo isso é tentar ganhar o jogo errado”

Template-05A frase acima está no livro Metanoia. Continua atual. O jogo é outro e você não se deu conta. Continuou se aperfeiçoando naquele que já estava com os dias contados. Conseguiu troféus, mas, como disse Machado de Assis, “aos vencedores, as batatas”. Você ganhou, mas não levou.

 

O jogo mudou. E faz algum tempo. Antes, existia a busca por todos os meios para melhorar a produtividade. E, também, o aprimoramento das respostas técnicas aos problemas que se repetem todos os dias. Você não mediu esforços para oferecer as melhores, nesse sentido. Recorreu a todo aparato tecnológico para fazer frente aos problemas tradicionais.

 

Não que você estivesse errado. Produtividade é importante! Fazer mais com menos é tão fundamental como econômico. Sem desperdícios, é possível chegar a um preço mais em conta para os seus produtos e serviços. Faz parte das regras da competitividade baratear produtos e serviços para ampliar a demanda. Mas constate: será que essa melhoria contínua está mesmo dando conta do real problema, que não é mais de produtividade ou de custos e preços mais baixos? Esse foi o jogo do século passado e que vigorou por quase cem anos. De lá para cá, a tecnologia equiparou produtos e empresas, hoje intercambiáveis aos olhos do mercado.  Continuar na mesma toada é acorrentar-se ao passado e ao risco de ser substituído por quaisquer 2% de diferença nas condições comerciais.

 

Produtividade continua importante, mas seguir apostando em respostas técnicas, ou seja, as de sempre, para os problemas – sejam novos ou velhos –  é como tentar encaixar o quadrado no redondo. Não vai funcionar. É preciso oferecer respostas inovadoras e criativas. Aí é que o jogo é outro. Não se consegue criatividade lançando mão dos mesmos meios e métodos com os quais se logra a produtividade. É outra técnica, outro jeito de trabalhar, outro modelo de liderança.

 

Quando se trata de produtividade, a primeira coisa a pensar é como otimizar os fatores de produção, sejam eles a máquina, a mão-de-obra ou os insumos. Quando se trata de criatividade, a primeira coisa a pensar é como aprender a pensar e a criar. Fatores de produção não pensam nem criam. É necessário recorrer, então, ao único equipamento capaz disso: o cérebro humano. Tudo o que foi aprendido para lidar com o sistema técnico não resolve quando o sistema é humano.

 

Não há computador capaz de superar o cérebro humano. E ele está disponível em cada pessoa na empresa. De nada adiantam, portanto, os sistemas técnicos de automação e padronização criados para ampliar a produtividade. O cérebro humano tem o seu próprio jeito de funcionar. Para começar, só obedece ao comando do seu proprietário. Que, por sua vez, apenas envia o comando se estiver psíquica e emocionalmente comprometido. Dá para entender que o jogo é outro?

 

Nele, tanto o habitat de trabalho como o modelo de liderança funcionam diferentemente do jogo anterior. Já não é mais o sistema técnico que se impõe sobre o sistema humano, mas é o sistema humano que se sobrepõe ao sistema técnico.

 

O novo jogo é mais complexo, sofisticado, desafiador e emocionante. Aprendê-lo é tanto imprescindível como inadiável. Deve fazer parte da agenda de todo líder que pretenda levar a sua empresa para a vanguarda.

 

É agora!

 

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