O erro de Darwin

Em 1859, foi publicado um dos livros mais polêmicos de toda história da humanidade: A Origem das Espécies. Seu autor, o naturalista britânico Charles Darwin, apresentava a Teoria da Evolução, mostrando que a diversidade biológica é resultado de um processo de descendência com modificação, tal como acontece com os galhos de uma grande árvore. Ele acreditava que nós, os seres humanos, somos um desses galhos, donde vieram também os outros animais.

O erro de Darwin foi desconsiderar um aspecto que nos faz diferentes de todas as outras espécies. Somos seres de desejo (não de carência, pois nessa nos assemelhamos) e, portanto, somos os únicos na face da Terra capazes de forjar um propósito.

Um gato nasce gato e morre gato. Seu destino está traçado. Está programado para ser o que é ao longo de toda sua vida. Portanto, viverá seus dias como gato.  

Seres humanos são, sobretudo, seres de desejo. Capazes de transformar seus desejos em propósito. E, portanto, fazer-se humanos. O propósito é capaz de mudar a programação. Por isso existem tantas histórias de superação, conquistas e vitórias de homens e mulheres, cujas trajetórias seriam banais, não fosse o poder de um desejo e a força de um propósito.

Darwin poderá estar certo, dependendo de nossa consciência. Se acreditamos no destino, a nossa sina será como a dos outros animais, ou seja, viver com tudo programado e determinado. Mas se apostamos no desígnio – e pensar o contrário foi o erro de Darwin – então a programação poderá ser rompida e nada mais estará determinado. Podemos fazer uso de nossa liberdade para criar o mundo que quisermos.

Na verdade, não nascemos humanos, tornamo-nos humanos. Isso porque temos muitas dimensões a desenvolver e muitos potenciais a descobrir. A cada desafio, estamos nos criando e recriando. Continuamente.  

Aliás, um dos desígnios de meu livro “O velho e o menino” é justamente livrar-se da pecha de criaturas previamente programadas e determinadas para assumir a vocação de criadores, livres e responsáveis por nossas escolhas e decisões. Uma grande responsabilidade, mas, acima de tudo, privilégio!

Envie seu comentário

Seu e-mail não será divulgado. Campos obrigatórios*