O complexo de paladino – Parte 3

A cura

 

Quem vê de fora, acredita que o super-herói do mundo dos negócios é um sujeito infeliz, sem tempo para mais nada que não seja o trabalho. Onipresente, nosso super-herói não se sente infeliz. É aí que entra o Complexo de Paladino.

Existe por trás da saga do super-herói uma suposta felicidade, incrustada em seu ego ampliado. Afinal, ele tem ampla consciência (e orgulho) de sua destreza com a raquete e não enxerga ninguém à sua altura. Os outros, principalmente os que o seguem por conveniência e comodidade, continuam massageando o seu ego. Manipulados manipuladores.  Afinal, sabem como é bom ter quem financie sua vida confortável e os fins de semanas livres, enquanto o paladino mergulha sofregamente na resolução de problemas, algo de que só ele se sente capaz.

É exatamente o ego avolumado que caracteriza o Complexo de Paladino. O mesmo ego dos super-heróis, lobos solitários, fortes, eficientes, poderosos, autossuficientes. A infância ficou para trás, mas o brado do super-herói continua ecoando em seu íntimo: “eu tenho a força!”. O nosso super-herói adulto acredita nisso!

A pergunta que mais aflige o super-herói do mundo dos negócios é: “quem é você quando não está trabalhando?”. Essa pergunta tem o efeito kriptonita, o cristal que tem o poder de eliminar a força do Super-Homem e torná-lo vulnerável. E essa é a única palavra que pode curar o Complexo de Paladino: vulnerabilidade.

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