O azar existe!

Edward Murphy paga uma conta que não é dele. Para quem não sabe, ele era engenheiro aeroespacial e formulou a sua máxima em 1949, considerada um epigrama da cultura ocidental, ao dizer que “qualquer coisa que possa correr mal, ocorrerá mal”. A partir daquele momento, a conhecida Lei de Murphy tem sido como um mandamento e é o adágio preferido dos azarados.

Sim, qualquer coisa que tende a dar mal, não escapará desse fim. Murphy se referia ao malfeito. Quando cunhou a expressão, ele examinava que estavam mal conectados os eletrodos de um equipamento elaborado para medir os efeitos da aceleração e desaceleração em pilotos. Observava aquele trabalho na linha do “vai assim mesmo”, feito sem zelo e cuidado, portanto, fadado a não dar certo mesmo que o santo ajudasse muito.

Do século passado de Murphy ao atual, negligência é algo que não funciona. Significa desleixo, descuido, falta de esmero, irresponsabilidade diante dos compromissos.

Há quem reclame da falta de sorte, mas tem por hábito não cumprir horários nem honrar compromissos. Para tal pessoa, tanto faz deixar alguém esperando, até porque não considera atraso chegar quinze minutos ou meia hora depois do combinado.

O engano costuma se repetir na vida pessoal. Quem assim pensa não se importa em invadir o espaço alheio e atender o celular no cinema ou em outros ambientes compartilhados. Também não se envergonha ao jogar lixo no chão nem se dispõe a limpar a sujeira feita na calçada por seu animal de estimação. Na estrada, se acha no direito de ultrapassar pela direita ou de insistir no farol para que o veículo da frente dê passagem, mesmo que o motorista adiante esteja cumprindo a velocidade máxima permitida. Ou pior: avança pelo acostamento quando o trânsito está parado.

“Dane-se!” é a sua frase preferida. E a profere com petulância, menosprezo e desdém.

Agora, qual a relação da negligência com o azar? Pare e pense um pouco: se você é um empregador, gostaria de dar emprego para um cidadão desse tipo? E se você é alguém procurando trabalho, pensaria em procurar um empregador desse naipe? Coloque-se no lugar do cliente: é com essa pessoa que ele estaria disposto a fazer negócios? E se você fosse um fornecedor ou investidor, é com ela que assumiria riscos? Se está à procura de um amigo, escolheria esse tipo para, com ele, estabelecer uma relação de confiança? Se pretende casar ou manter um vínculo amoroso definitivo, elegeria alguém semelhante para compartilhar a vida até que a morte os separe?

“Oh vida, oh céus, oh azar… isso não vai dar certo”, costuma dizer Hardy, a hiena, para quem a vida é um fardo difícil de carregar. Mas bem que tudo concorre para ajudar a quem não cede à preguiça, à indolência e à falta de educação.

A vida é fecunda para todos os que se pautam por valores e virtudes. Duvida? Constate você mesmo!

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