Nada menos real que a realidade.

Aprendi – ao conduzir a Metanoia que não existe “realidade objetiva”. Isso causa um certo espanto, pois todos acreditam que o mundo é real e muitos lutam para ter controle e domínio sobre ele.

Uma prova de que não existe “realidade objetiva” é a lembrança que tenho da casa de minha avó, onde morei quando criança. Ficava em Caxias do Sul, era feita de madeira e, nos fundos, tinha uma escada imensa e que dava para o quintal. Uma vez, tropecei e rolei os degraus até o chão, onde me estatelei. O quintal era infinito, cheio de pés de maçã, figo e ameixa. Árvores de grande porte, garbosas.

Na verdade, essas eram as representações da experiência que lá vivi, na infância. Quando retornei, depois de adulto, as representações foram diferentes, embora tudo tivesse permanecido da mesma forma. Eu me deparei com uma pequena escada, um quintal modesto com árvores não muito frondosas. Portanto, nada de “mundo real” lá fora, tudo o que existe são interpretações da realidade. Nossos sentidos não reproduzem o mundo como ele é – eles inventam.

Isso explica, também, porque empresas que concorrem no mesmo mercado, fazem uso dos mesmos canais de distribuição, possuem os mesmos clientes e produtos similares, ainda assim produzem resultados diferentes. O que difere, de fato, é a representação que cada uma tem dessa “realidade”, na percepção de seus líderes e equipes, de acordo com a experiência particularmente vivida.

É o que a Metanoia tem feito: oferecer uma experiência para que, a partir dela, novas percepções sejam desenvolvidas. O mundo muda, quando mudam nossas percepções.

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