Manifesto 9:Eu desejo empresas com valores progressistas.

Para ser bem-sucedida, uma empresa precisa satisfazer os seus clientes. Por isso, atua com preços justos. É o que eles esperam. Também deve elaborar produtos com bom padrão de qualidade. Da mesma forma, é o que esperam dela.  Prestar um serviço de excelência faz parte, ainda, da lista de anseios. O conjunto ideal básico inclui, portanto, condições comerciais favoráveis, qualidade adequada e serviços de excelência. Atende, portanto, a expectativas.

Todos esses ditos diferenciais compõem as estratégias de agregar valor da maioria das empresas. Mas existe um conjunto de valores progressistas, os quais vão além dos aspectos físicos e tangíveis de produtos e serviços. E que têm o poder de conquistar o coração de seus clientes, não apenas a sua mente.

Considere o caso da Starbucks como exemplo. Ao pagar mais do que o dobro pelo café produzido na Colômbia, sob a condição de que seja preservado o ambiente e que isso contribua para desenvolver a economia local, a empresa leva um agricultor a preferir plantar café em vez de coca. Essa estratégia para com seus fornecedores configura um valor progressista. É muito bom saborear um café na Starbucks, na certeza de seu padrão de qualidade e na confiança de que uma xícara a mais é uma folha a menos de coca a viciar o planeta.

No Brasil, temos o exemplo da Futura Tintas, que criou a Universidade Futura do Pintor (foto capa) . O profissional, antes visto como objeto e valendo menos do que um galão de tinta, hoje é tratado como sujeito, capaz de aprender valores e virtudes não ensinados na maioria das escolas de classe média do país. Essa atitude humanitária faz com que consumidores conscienciosos prefiram as tintas da Futura e os pintores preparados em sua Universidade a quaisquer outros trabalhadores do segmento e marcas de tintas. É, portanto, um valor progressista.

Existe uma velha economia que não se importa com os valores progressistas e prefere continuar na desgastada arena de guerra, que sangra na competição predatória, subtraindo o valor da vida.

Mas existe uma Nova Economia alicerçada em valores progressistas e composta por consumidores, fornecedores, colaboradores, investidores e líderes conscienciosos. São pessoas que querem construir um mundo melhor, mais humano, ético e próspero, por meio dos negócios.

Podemos escolher as empresas que constroem a vida e renunciar aos produtos e serviços daquelas que prestam um desserviço à humanidade. A nova democracia se faz, hoje, na boca do caixa.

Eu desejo empresas que constroem a vida.

Eu desejo empresas com valores progressistas.

Eu desejo uma Nova Economia.

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