Manifesto 8: Eu desejo a criação coletiva

O PIB mede a produção de produtos e serviços, mas não de ideias.  Uma economia entra em crise porque a capacidade dos empreendedores de imaginar e criar se estreitou, não porque a produção física restringiu-se, como afirmam os economistas.

Atenção: a verdadeira riqueza deriva das ideias que vão produzir o futuro, não da somatória das coisas produzidas no passado. Objetos são ideias. Serviços são ideias. Obras de arte são ideias. Textos são ideias. As ideias são as únicas fontes de riqueza, ao longo de toda a história da humanidade.

Vivemos uma época pródiga para a geração de riqueza. Nunca, antes, tivemos tantas informações disponíveis. A internet facilitou a criação coletiva, ao permitir o compartilhamento de uma gama enorme de conhecimentos. Nesse espaço coletivo, todos podem pesquisar e aprender com liberdade, além de exercitar seus talentos empreendedores. Pessoas e empresas jamais estiveram tão municiadas nos seus processos decisórios nem vivenciaram condições tão favoráveis de criação coletiva e aprendizado.

A velha economia chegou ao seu fim, da mesma forma que a repetição e a imitação. Nada mais de produtos e serviços similares. Nem de empresas congêneres. Menos ainda iguais abordagens e formas de venda. Quando o que prevalece é o sentimento de impotência, não há gênio criativo que se expresse.

Eu acredito no talento escondido nas pessoas, na capacidade de oferecer respostas criativas aos velhos problemas e aos novos desafios.

Eu acredito na força da liberdade, da ousadia, da capacidade empreendedora.

Eu acredito em uma mente coletiva capaz de criar uma Nova Economia, assim como foi composto este manifesto.

Eu desejo a criação coletiva.

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