Manifesto 5: Eu desejo igualdade de oportunidades e riqueza para todos.

Os romanos, na antiguidade, davam nome aos ventos. Ob portus designava o que levava as embarcações ao porto seguro. Era considerado o vento oportuno, pois soprava para o melhor destino. Daí a origem da palavra oportunidade.

 

A ninguém deveria ser negado o ob portus. Seria uma grande injustiça. Mais, de dignidade humana! O vento benfazejo da sorte é direito de todos. Para isso, é preciso aceitar que todos têm direitos iguais, sem distinção de etnia, cargo ou função, ou inclinação, seja sexual, religiosa e política. O vento ob portus deve soprar generosa e indistintamente. Para ricos e pobres. Bonitos e feios. Bons e maus.

 

Justiça social de verdade é a igualdade diante das oportunidades. Todos devem ter, portanto, o mesmo direito ao vento oportuno. O que cada um vai fazer com o ob portus  – aproveitar ou não as oportunidade, construir ou não riquezas a partir delas – é outra questão. Importante, mesmo, é que ele sopre para todos, sem exceção. E, acredite, ele existe!

 

O ob portus é direito universal! Entretanto, sozinho, ele não é garantia de riquezas. Outros fatores contarão para o melhor aproveitamento das oportunidades. O sopro de fora precisa se conectar com o sopro de dentro.

 

Nenhum de nós sabe ao certo se o vento que sopra em nossa direção é mesmo o ob portus, mas podemos oferecer a grandeza de nosso desejo, de nossa fé, de  nossa esperança, de nossa infinita vontade.  Todos nós temos uma história para contar, uma luz para manifestar, um combate a travar, uma generosidade a oferecer, um talento a aperfeiçoar, um sonho a compartilhar.

 

Quando conhecemos o sopro interior, fica mais fácil reconhecer o sopro exterior. Não sabemos ao certo quando ele vai se manifestar. Mas podemos estar preparados.

 

Mesmo quando o ob portus der o ar da sua graça, devemos compreender que ele não é garantia de bons momentos à frente. No meio da navegação, haverá arrecifes de resistências, dificuldades, obstáculos. E, também, icebergs de traições, decepções e frustrações. Tudo isso faz parte da odisséia de cada um. O que não pode é ser alijado do vento oportuno, ob portus.

 

Eu desejo uma Nova Economia em que o vento oportuno sopre para todos!

 

Eu desejo uma Nova Economia em que todos possam reconhecer o sopro de fora!

 

Eu desejo que todos tenham igualdade de oportunidades e riquezas.

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