Manifesto 27: Eu desejo alimentar a minha fé

“Eu creio, mas aumentai a minha fé”. Assim somos nós, seres de fé e de dúvidas. Vivemos essa ambiguidade, entre tantas outras. Mas o que fazer para que a fé se sobreponha às dúvidas?

Alimentar a fé é enfrentar a estrada, sem saber aonde ela vai dar. Implica dar o primeiro passo e os subsequentes, pisando o chão com firmeza. Esse é o gesto de confiança que se abre para a fé.

Vivemos na superfície e a fé não é do mundo do aqui, mas do acolá. Não está no mundo revelado, mas no velado. E o que está velado revela-se por meio da ação, do passo, dado com discernimento e compromisso.  Revela-se por meio da experiência, não do entendimento. É acessado pelo coração, não pela razão.

Quem se baseia na lógica e no controle não abre espaço para o intuitivo, o caminho da fé. Picasso dizia “eu não procuro, eu encontro”. Era como o alvo, na certeza da flecha, não como uma flecha à procura do alvo.

A Nova Economia é um ato de fé. Vai se tornando real na medida em que os manifestos começam a fazer parte da agenda diária de cada um de nós. Eles são como os mandamentos que revelaram a Terra Prometida. E que só foi conquistada quando os passos atravessaram mares e desertos.

A fé quer retirar o véu de todas as coisas, para que vejamos o que é verdadeiro. Não se trata de acreditar, apenas. A fé nos introduz em um novo modo de vida. Abre os nossos olhos para o que está velado, evitando que não percamos conexão com a alma.

Vivemos, vale lembrar, a ambiguidade da fé e da dúvida. A dúvida faz parte de nós, mas é apenas um desafio à nossa fé. A fé sempre é a dúvida superada. Que a fé esteja ao menos ligeiramente acima das dúvidas que nos assolam, para que possamos manter o ímpeto do passo.

Eu confio na fé.

Eu desejo alimentar a minha fé.

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