Manifesto 24: Eu desejo inspirar a essência das pessoas

A inspiração é algo que vem do acolá, para nos socorrer nos desafios do aqui. Mas como acessar e inspirar a essência das pessoas?

Se ficarmos somente no discurso ou na conversa abstrata, não seremos tão bem-sucedidos nesse fundamental anseio.  É preciso aterrissar no aqui e fazer o movimento com gestos concretos.

O filósofo Emerson dizia “o que você faz fala tão alto que não consigo ouvir o que você diz”. Assim, ele nos mostra a importância dos gestos legítimos e tangíveis como fonte de inspiração. O discurso e as palavras soltas no ar não dão conta de inspirar, haja vista os tantos sermões e aulas inúteis das quais nos ocupamos, sem que sejamos capazes de dar um único passo no sentido de incorporá-los aos nossos aprendizados e aos nossos hábitos de vida.

Inspirar a essência das pessoas é tocá-las no que elas têm de mais verdadeiro, sublime, nobre. Para isso, há de se valer, com legitimidade, do que temos de mais verdadeiro, sublime e nobre. Pois que ninguém ensina ninguém, apenas aprende, ao ser inspirado. Quando a nossa essência se conecta com a essência do outro é que a inspiração acontece.

Ao sermos a nossa essência, somos o que existe em nós de mais simples e sincero, de mais autêntico e natural, de mais límpido e luminoso. Não há que esforçar-se, apenar ser. E a essência das outras pessoas saberá corresponder, em um acordo tácito, como se já se conhecessem de longa data. Há amor e cumplicidade entre as essências.

Eu desejo viver a minha essência. Essa é a minha função. Assim, conseguirei inspirar a essência das pessoas.

Eu desejo inspirar a essência das pessoas.

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