Manifesto 22: Eu desejo viver em plenitude

A velha economia promoveu a fragmentação. Deslocou a empresa do negócio, a profissão da vocação, o emprego do trabalho, a vida profissional da vida pessoal. Com isso, é comum que as pessoas se sintam puxadas de um lado para outro, sem saber ao certo qual papel representam. Isso se estende para as relações, no embate entre o desejo de agradar e o medo de desagradar.

Quando um dos polos se encontra com o outro, eles não se reconhecem. É como se o corpo fosse para uma direção, e a mente e alma seguissem para outras. Falta tranquilidade interior e essa é uma das razões do estresse.

Viver em plenitude é envolver-se por inteiro. É quando pensamentos, sentimentos e comportamentos estão alinhados com os valores. É quando a aparência corresponde à essência e o existir, ao ser. Na plenitude, o corpo, a mente e a alma formam uma tríade equilibrada, coerente e sinérgica.

É certo que essa unidade não é fácil. Todos nós temos facetas que não nos agradam, que não queremos manter, que preferimos esconder a assumir. Mas elas representam o inimigo que precisa ser compreendido e amado. Afinal, quando compreendemos e amamos os inimigos que habitam em nós ou os polos que nos desagradam, preparamo-nos para compreender e amar também esses mesmos inimigos que projetamos e reconhecemos nos outros e que, da mesma maneira, rejeitamos. Não apenas rejeitamos, mas também julgamos, o que faz com que sejamos seres ainda mais fragmentados, pois ao julgar deixamos de nos centrar em nós para diluir a atenção direcionada ao outro.

Plenitude é ter consciência de nossas várias facetas, é lidar sábia e amigavelmente com aquela que não nos agrada e assumir aquela que melhor nos representa.

Da fragmentação à integração, da integração à unidade.

Eu pretendo ser quem sou.

Eu desejo viver em plenitude.

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