Manifesto 20: Eu desejo viver o meu trabalho como um ato de amor

Se você acha que ama, desejando algo em troca, não é amor. É o preenchimento de uma carência. Amor implica disponibilidade, gratuidade e entrega.

O trabalho como um ato de amor não é diferente. Deve ser vivido da mesma forma, sem almejar algo em troca. Ele é a própria recompensa. Deve ser vivido com devoção, não como obrigação.

Há quem pense que é preciso fazer o que se gosta para que o trabalho seja vivenciado como um ato de amor. Trata-se de uma crença enganosa, pois se fossem realizados somente os trabalhos agradáveis, o que seria dos árduos e heroicos, como aqueles necessários para tratar as doenças e enfrentar os malefícios das guerras? Para viver o trabalho como um ato de amor é preciso gostar do que tem de ser feito. E aprender a amar todo o tipo de trabalho, tornando-o digno de existir, pois é revestido de dignidade quando feito com amor.

Helen Keller dizia que tudo o que amamos profundamente converte-se em parte de nós mesmos. Ela já sabia que o amor não é um sentimento, mas algo em que nos transformamos, na medida em que compõe a nossa vida.

Para Gibran Kahlil Gibran, o poeta e filósofo libanês, “o trabalho é amor tornado visível”. Pois se, de um lado, o amor é algo em que nos transformamos, de outro, o trabalho é a expressão desse mesmo amor.

Quando somos amor, esse amor se transfere para tudo o que fazemos. Segue incorporado no produto ou serviço, como um invólucro de boa energia. O amor atrai e cativa. Quem o desfruta, sente a boa energia, quer repetir a experiência e oferecer a recompensa justa, com gratidão.

O amor é a melhor estratégia.

Eu desejo que os negócios sejam a legítima expressão de amor.

Eu desejo viver o meu trabalho como um ato de amor.

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