Manifesto 13:Eu desejo que as nossas relações sejam pautadas no amor incondicional

Acreditar na existência do amor incondicional, no mundo corporativo, parece ser uma utopia. Esse ambiente é justamente feito de comando e controle, mecanismos que colocam em xeque a honestidade e a autonomia do ser humano. Em outras palavras: nas organizações, as pessoas não são dignas de confiança, a condição básica para o florescimento do amor incondicional. Como expressá-lo, diante de uma crença tão arraigada e do aparato institucionalizado de comando e de controle?

Alguns podem argumentar que empresas e negócios não são ambientes apropriados ao amor, quanto mais incondicional. O fato é que, pela ausência de amor, no ambiente de trabalho existe muito ressentimento, algo que gera prejuízos. É muito difícil desenvolver o comprometimento, onde a desconfiança é a tônica, expressa nas fiscalizações e revistas nas saídas. Ou onde a norma que assegura o patrimônio se sobrepõe à iniciativa e à criatividade. Essas mágoas quase sempre resvalam para o cliente, a principal fonte confiável de lucro do negócio.

Perde-se muito por não confiar. Perde-se mais ainda por não fazer do amor um valor virtuoso de primeira grandeza a conduzir decisões e ações.

É bom esclarecer, antes de tudo, o que o amor incondicional não é. Ele não é um meio para atingir determinado fim. Também não é algo para promover a motivação. É, inclusive, diferente de gostar. Nem todas as pessoas são “gostáveis”, mas o amor não é um sentimento.

Amor é decisão e compromisso! Uma decisão pessoal, que não depende do outro. A base está na confiança e no exercício contínuo de fiar juntos a mesma trama. Implica riscos, mas é o único jeito de gerar aproximação e cumplicidade para seguir em frente, evoluir.

O amor incondicional é uma opção, uma escolha, um compromisso assumido por todas as pessoas que, sinceramente, estão empenhadas em construí-lo. Elas vão falhar, decepcionar e frustrar expectativas. Mas o amor incondicional segue a máxima de Santo Agostinho: “odeie o pecado, mas ame o pecador”.

O amor incondicional abre a empresa para a abundância, para o universo das infinitas possibilidades. Pessoas que amam e confiam umas nas outras são mais saudáveis e criativas. Tornam o ambiente de trabalho mais flexível e inovador. E o mais importante de tudo: amar modifica tanto quem ama como quem é amado. Para melhor. Muito melhor!

Se empresas e negócios não são ambientes apropriados ao amor, então para que servem?

Eu desejo empresas e negócios capazes de ir além das meras relações comerciais.

Eu desejo que as relações, nas empresas, sejam pautadas no amor incondicional.

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