Imagine, para seu próprio bem

Todos nós fazemos o exercício de especular sobre o futuro. Nas empresas, tal exercício recebe o nome de construção de cenários. Uma tentativa de tentar vislumbrar o que nos espera, algo para evitar surpresas que nos desarvoram, ao mesmo tempo que se investiga oportunidades. É salutar, pois instiga a atenção, aguça a curiosidade, inspira estratégias.

Também na vida pessoal vislumbramos o futuro tentando antever ou prenunciar ameaças e novas possibilidades. Mas uma coisa precisa ficar bem clara: existe uma grande diferença entre fantasia e imaginação! Saber discernir entre uma e outra é fundamental para aumentar o índice de acertos nas apostas feitas. Entenda por apostas as estratégias, o que vale tanto para as empresas como as pessoas, em diversas áreas da vida.

Fantasia é devaneio, ficção, fora da realidade. Quem fantasia costuma levar a sério os seus delírios e, com base neles, tece as suas apostas. Assim, fazê-las a partir de desvarios tem tudo para dar errado. E as coisas se agravam ainda mais quando quem alucina angaria adeptos, tal a sua competência em envolver outros às suas ilusões.

Fantasias podem nos levar longe, mas distantes de onde necessariamente deveríamos ir.

Imaginação é sonho. Mas um sonho que se sonha acordado. Tem como base o desejo e, portanto, parte de uma intenção. Trata-se de construir imagens factíveis, mesmo quando são espetaculares. Imaginar é um exercício de criatividade. Voa-se alto para acessar a musa inspiradora, mas volta-se à terra firme para transformar as imagens em ações.

Imaginação equivale a visualizar. O que nos faz prosperar é ter uma visão positiva do futuro. O significado é intrínseco a essa visão. Quando quem imagina enxerga significado nas imagens criadas, a paixão desperta, bem como o desejo de transformá-la em realidade.  E isso será inspirador também para outros que, comungando do mesmo sonho, querem fazer parte da história. É o que chamamos de unir o aqui com o acolá, o físico e o metafísico, o material e o espiritual.

Quando surgirem em sua mente questionamentos existenciais clássicos — como “qual é sentido da vida?” ou “qual é o nosso propósito na Terra?” –, deixe as fantasias de lado e… imagine! Vai fazer bem para a sua saúde mental e espiritual e também para o planeta.

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