Em busca de significado.

Muito bem!

Você finalmente chegou à conclusão de que a inovação é importante e que não dá mais para se repetir o tempo todo e continuar obtendo cada vez mais resultados decrescentes.

Você finalmente optou pela criatividade que leva à inovação, ao contrário da repetição que leva à monotonia.

É isso mesmo! Você quer uma empresa criativa e inovadora, capaz de pensar novas soluções para problemas antigos. Pessoas que rompam com os velhos paradigmas e que expulsem as frases assassinas que impedem a empresa de prosperar: “já tentamos antes, não vai dar certo”, “isso não serve para nós”, “vai dar muito trabalho”, “é bobagem tentar”, “o mercado não funciona desse jeito”, etc.

Depois de todo esse ânimo, você reflete confuso: mas, afinal, onde está a criatividade em minha empresa? Todos trabalham de maneira eficiente, com produtividade até, mas sempre do mesmo jeito, automaticamente, de forma acabrunhada e sonâmbula. E aí você pensa: como poderá aflorar a árvore da criatividade em solo tão árido?

Você então descobre que é ingênuo esperar que nasçam os melhores frutos se não mudar o solo em que a árvore foi plantada. E o solo estéril é formado pelos métodos e pelas técnicas que pretendiam a produtividade de ontem, mas que se opõem à criatividade de hoje e de amanhã. Normas e regulamentos, organogramas, descrição de cargos, planos de carreira, controles de tempo e outros cerceios mais. Nada disso contribui com o exercício da criatividade que implica em liberdade de pensar, de sentir e de agir. Excluindo todos esses limitadores da criatividade, o que se coloca no lugar? Resposta: coloca-se alma, uma empresa sem alma não inova!

Mas qual é, afinal, a relação entre alma e criatividade? Tudo! Uma empresa sem alma é aquela em que as pessoas fazem o tempo todo, sem tempo para pensar e sentir. A alma da empresa abriga os pensamentos e sentimentos das pessoas que lá trabalham. Em uma empresa com alma, pensamentos e sentimentos são expressos naturalmente, sem medo de desagradar e sem vontade de agradar.  O fazer leva à eficiência e à produtividade, mas o pensar e o sentir levam à criatividade.

Os valores, por sua vez, formam a essência da alma de uma empresa. Todos nós possuímos valores governantes a partir dos quais somos capazes de assumir os mais elevados compromissos. Eles formam a nossa principal força motivacional. Por eles, somos capazes de colocar todos os nossos talentos à serviço.

Somos seres em busca de significado. Todos precisamos procurar objetivos e estruturar nossas vidas de acordo com valores que nos governam. Na verdade, as pessoas têm necessidade de assumir compromissos. Não podem se sentir realizadas sem este tipo de ordem ou de estrutura em suas vidas. Esta é a nossa natureza. Somos mais livres e mais completamente humanos, quando estamos vivendo fiel e coerentemente de acordo com os valores mais elevados que reconhecemos e com as aspirações mais nobres que adotamos. Quanto mais humanos, mais somos criativos, já que a criatividade faz parte da natureza humana. Em outras palavras: quanto mais próximos da nossa natureza, mais próximo estaremos do nosso potencial criativo.

Precisamos trocar o organograma pelo significado. Trocar os afazeres pela paixão profissional. E assim, ao expressar emoção e sentimentos, energizamos o ambiente de trabalho.

Uma empresa, que expressa seus sentimentos e possui consciência de seus valores, dá aos colaboradores uma oportunidade de se comprometerem e é desse comprometimento que surgirá o exercício da criatividade e, por conseguinte, da inovação.

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