Desiderato 2 – Eu desejo ser educador como agente de transformação

Mudança é uma das palavras mais pronunciadas nos ambientes organizacionais. Não é escolha, é condição, diriam alguns, mais afoitos. E assim seguem os discursos dos líderes, dando o tom para que ninguém se acomode no berço esplêndido da sedutora zona de conforto.

Apesar de tantos pronunciamentos veementes, o que mais vemos são pessoas fazendo as mesmas coisas todos os dias em seus lugares de trabalho e empresas fazendo as mesmas coisas todos os dias nos mercados para os quais produzem. Mesmice é um dos codinomes da crise.

O que verdadeiramente gera mudança é a educação. Antes de mais nada, é bom lembrar as palavras de nosso reconhecido educador Paulo Freire: “A educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. À luz desse pensamento, podemos dizer que a educação não transforma a empresa. A educação muda pessoas. As pessoas transformam a empresa.

Talvez a melhor distinção entre chefe e líder seja que o primeiro quer mudar a empresa, enquanto o segundo almeja criar as condições para que as pessoas mudem. Certamente, o chefe se depara com a resistência à mudança. O líder, como educador e agente de transformação, reconhece que as pessoas não resistem às mudanças, mas sim a serem instadas a mudar quando tal imposição não tem nenhum significado para elas.

Outra distinção: o chefe vê o seu subordinado como fator de produção, enquanto o líder enxerga o seu colaborador como um ser inacabado. O líder educador ensina o caminho e vai junto, ajudando no “acabamento”.

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