Desative o julgômetro.

Tudo na vida é relação! É assim na família, no grupo de amigos, na empresa. Uma das coisas que nos impede de vivenciar relacionamentos produtivos e de qualidade é o nosso julgômetro. Pior: ele dispara com muita facilidade. Com a nossa capacidade de avaliação e crítica, saímos por aí julgando quem estiver pela frente.

O não-julgar é um exercício espiritual que todos devemos praticar para expandir a consciência e viver a essência, verdadeiramente.

O julgamento vem da falta de confiança e o não-julgamento tem a ver com a compaixão. Já a compaixão nasce do encontro de cada um de nós consigo, pois só assim é capaz de conhecer suas fraquezas e mazelas. Admite suas faltas, seus vícios, sua sombra. Descobre que carrega em si aquilo que julga nos outros.

Ao se compadecer, quando descobre que uma pessoa erra, você não se irrita, pois recorda seus próprios erros. Ao julgar os outros, revelamos aquilo que está em nós. Acusamos os outros daquilo que nós também somos. Nós nos condenamos ao condenar os outros. “Não julgueis para não seres julgados”, ensina o Mestre.

Para praticar o exercício espiritual de não-julgar, o primeiro passo é calar, ainda que o julgamento paire em nossa mente. Calar não é tudo, mas já é uma grande coisa. Porque, assim, não se dá corda ao julgamento, que poderia se ampliar e multiplicar, na voz de quem o escuta. Calar ajuda a acalmar os pensamentos inquietos da mente tagarela, sempre disposta a julgar. Calar abre espaço para a consciência refletir, assenta a poeira e nos faz enxergar melhor, com as lentes desembaçadas.

Ninguém disse que é fácil, mas vale o desafio: que tal desativar o julgômetro?

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