Consciência é tudo!

A empresa é reflexo dos seus líderes. Gostemos ou não, essa é uma verdade inconteste.  E sei que boa parte dos líderes discorda, reage contra essa afirmação. Não fosse assim, eles estariam mais preocupados em mudar a si próprios do que as suas empresas. Na prática, acontece justamente o contrário. A maioria dos processos de mudanças organizacionais está direcionada à empresa, não aos líderes. É focada no sistema técnico, não no sistema humano. Geralmente, o desafio é implantar um novo sistema ou método de trabalho, mudar o leiaute e a forma física dos elementos no espaço, contratar ou demitir algum profissional.  Seja lá o que for, essas iniciativas têm como propósito mexer com a empresa, não com os líderes.

Raramente os líderes admitem que a forma como atuam determina o jeito de ser da empresa. Os detalhes mais insignificantes do comportamento deles não passam despercebidos por aqueles que os cercam, algo que nem sempre acontece de forma consciente. O fato é que tais comportamentos se refletem por toda a empresa. Um líder que joga duro com as pessoas sinaliza exatamente para isso: é a sua marca e fica impressa em todo o ambiente. Da mesma forma e no sentido contrário, um líder que trata todos com respeito dissemina a marca relacionada a esse valor. Um líder que age com incoerência emite mensagens muito distintas das que oferece o líder que atua com coerência. E não se trata apenas da forma como o líder age com seus colaboradores, mas também com os clientes, fornecedores e concorrentes. Todas essas formas de se relacionar transmitem mensagens.

Portanto, um dos principais desafios do líder, mais do que administrar a empresa, é administrar a si mesmo, o seu ego, as suas condutas. Se os líderes desejam criar uma empresa pautada no alto desempenho, o primeiro passo é melhorar a si próprios. E isso implica aumentar o seu nível de consciência.

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