Aposte na confiança.

Você já parou para pensar em como a falta de confiança pode trazer maus resultados para os negócios? Se está querendo obter melhores resultados (e quem não está?), fique de olho na maneira como você lida com as várias relações de confiança.

Antes, contudo, vale uma constatação. Em algumas palestras ou seminários, costumo lançar uma questão ao público: “você de fato confia nos seus funcionários ou confia desconfiando?” Nem precisaria dizer qual é a resposta mais escolhida: “confio desconfiando”.

Está comprovado: desconfiança custa caro. As empresas gastam mais com segurança patrimonial do que investindo no aumento do capital intelectual da equipe. É, no mínimo, espantoso resguardar o capital físico e negligenciar o capital intelectual. Capital físico não cria satisfação para o cliente e só contribui com os resultados junto com o capital intelectual.

Em sã consciência, ninguém duvidará que a confiança é um sentimento ou um valor fundamental em qualquer tipo de relacionamento. Nos ambientes em que reina uma desconfiança sutil e mascarada de gentileza, as pessoas escondem as suas ideias, omitem críticas e preferem concordar com decisões que, sabem previamente, não darão certo. Sem a confiança, as pessoas não oferecem as múltiplas facetas de sua inteligência, a sua opinião e o seu entusiasmo

Quando não existe confiança, uma empresa atua no mercado como se estivesse numa arena de guerra. Blefes, cartas na manga, embustes. O desafio está em vencer, não em conquistar. O cliente é visto como uma presa, a negociação se transforma em uma disputa, o resultado está em ganhar, subjugando o adversário, ou em perder. Nada mais contrário à essência de um negócio, que é construir relações com bases sólidas.

Você talvez possa achar essa minha abordagem muito romântica, quando pensa nos abusos e traições que já vivenciou. Então, vou deixar as coisas bem claras. Não estou propondo que se adote uma atitude simplória e ingênua. Nada disso! Não se trata, aqui, de confiar cega e incondicionalmente. É claro que vai haver decepções, uma vez ou outra. O fato é que elas não valem o custo da desconfiança absoluta. Sem dúvida, a confiança envolve riscos, mas ainda assim é melhor do que a suspeita, subproduto da desconfiança.

Quando confiamos nas pessoas, encontramos boas razões que dão lastro a essa confiança e em geral as encontramos. O mesmo vale para a desconfiança. Também encontraremos boas razões para desconfiar.

É bom não pensar na confiança como algo fixo e permanente. Confiança é algo que se constroi e se conquista, a cada dia. Requer atenção e interesse, responsabilidade e compromisso, precisa ser ensinada e aprendida.  Vendo dessa maneira, a confiança é algo que decidimos fazer, realizar, praticar, viver. É um tecer compromissos, um compartilhamento de valores, que ambas as partes compreendem da mesma maneira.

As empresas que melhor funcionam são aquelas em que os líderes têm confiança e espalham esse exemplo por toda a organização. É preciso que o líder confie em seus pares e em seus colaboradores. É preciso que a equipe confie no líder e em sua visão. É preciso que o cliente confie na empresa e nos produtos e serviços oferecidos. É por isso que a confiança é precondição para a prosperidade.

 

Confiar na confiança e, a partir daí, gerar confiança, deve ser um dos princípios fundamentais de empresas que se pretendem únicas e progressistas. E, sobretudo, confiar em nós mesmos. Nesse sentido, não me refiro somente aos negócios. Falo, também, de vida. Com desconfiança, a vida se torna um fardo, mas a confiança expande a vida em inimagináveis possibilidades. A vida e a felicidade, assim como os negócios, dependem da confiança. Pratique e verá! A colheita de resultados é líquida e certa.

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