Acredite, se quiser!

Conta-se que, no verão de 1946, correu um boato de que haveria escassez de alimentos. O rumor espalhou-se por todas as regiões de um belo e profícuo país. Estranhamente, estava tudo muito bem com as plantações e o tempo se mostrava perfeito para uma colheita farta. Mas, influenciados por aquele diz-que-diz, vinte mil pequenos produtores abandonaram suas terras e fugiram para as cidades. Sem o devido cuidado, as plantações se perderam e milhares de pessoas passaram fome. O boato tornou-se realidade.

Então, acredite, se quiser! Lembre-se, no entanto, de que a sua crença é determinante tanto para um lado como para outro.

É muito fácil se deixar levar por argumentos que fundamentam a escassez. Malthus, em 1798, alardeou ao mundo a sua teoria de miséria, apregoando que haveria uma catástrofe inevitável, pois a população crescia em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos só aumentava em progressão aritmética. Isso acarretaria uma drástica escassez de alimentos e, como consequência, a fome.

Diante da eminente tragédia, Malthus sugeriu providências drásticas, tais como retardar casamentos, praticar a castidade antes do casamento e ter somente o número de filhos que se pudesse sustentar. É interessante notar até onde o medo pode nos levar quando ele está no comando e como o mundo fica sem graça.

Mas há quem pense em abundância ao invés de escassez e, por isso, busque saídas no reino das possibilidades infinitas: a imaginação. As teorias de Malthus foram desmentidas no século XX pela Revolução Verde, com o progresso técnico incorporado à agricultura. De lá para cá, a produção de alimentos só fez crescer. Existe tanta fartura – além de imenso desperdício – que se tornou incompreensível algum ser humano ainda passar fome na face da Terra.

Se o homem inventou a escassez, Deus criou a abundância. E, com toda a sua bondade, nos oferece inúmeras possibilidades de torná-la realidade.

Para isso, precisamos desenvolver olhos de ver.

Acredite se quiser!

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