Abra espaço para o diálogo.

Relacionamentos! Eis um dos maiores desafios da empresa que se pretende progressista, preparada para os novos tempos. Muitos líderes preferem escapar desse tema tanto errático quanto controverso, refugiando-se em programas um pouco mais amenos, com algum tipo de regularidade.

Sim! Pode-se regulamentar, padronizar e normatizar os processos por intermédio dos quais se elabora o trabalho, resultando nos produtos e serviços de uma empresa. Esse exercício é útil e necessário, mas não é essencial e determinante. Os processos e arranjos organizacionais sempre serão realizados por pessoas e, portanto, têm a ver com a relação entre elas. Então, não há saída: por mais que tentem, os líderes não conseguirão se livrar do difícil desafio de administrar os relacionamentos nos negócios.

 

 

Negócios são pessoas!

 

Negócios são relacionamentos! O sucesso do líder está em conhecer a natureza humana e saber lidar com os altos e baixos dos relacionamentos.

 

Negócios são relações entre investidores, financiadores, fornecedores, funcionários, clientes, consumidores. Um líder que compreende o negócio como essa teia de relações administra sua empresa de maneira muito diferente daquele que considera o negócio como um sistema técnico feito de inputs e outputs. Reconhece que os resultados decorrem mais da qualidade dos relacionamentos entre as pessoas, do que de aspectos técnicos dos produtos e serviços.

O líder para quem negócios são pessoas também já descobriu que a nova equação do lucro está na interação de uma equipe comprometida com clientes fidelizados. Compromisso emocional de ambos, portanto!

 

 

O diálogo em equipe

 

Um líder convencido de que o sistema humano deve prevalecer sobre o sistema técnico vai substituir algumas práticas tradicionais por iniciativas inéditas. A começar por arranjar tempo e espaço para o diálogo.

Será preciso arranjar tempo para a troca de percepções entre as pessoas. Isso implica participação e equilíbrio, na fala e na escuta. Isso exige apaziguamento interior e um tipo de meditação coletiva, predispondo os participantes a ouvir com atenção e interesse. Este é o pressuposto para a real compreensão das percepções alheias e próprias.

Ouvir é uma mágica transformadora das relações e dos ambientes. Quando alguém é ouvido com atenção e interesse, sai do seu isolamento, porque se sente acolhido. Isso é, para aquela pessoa, mais motivador do que qualquer outro sistema de recompensa. Além de ser um exercício de aprendizado e de criatividade.

A qualidade do diálogo, do qual o exercício de ouvir é parte integrante, é a porta de entrada para construir uma empresa mais humana.

 

 

O diálogo com o mercado

 

Só aprende a conversar com o cliente quem aprendeu, antes, a conversar com os seus pares. Isso quer dizer, é óbvio, que a qualidade de diálogo com o mercado tem relação direta com a qualidade do diálogo interno.

O cliente também deseja ser ouvido com o mesmo acolhimento. Vão se repetir, ainda, como se observa na equipe, os momentos de confusão e divergências, preocupações e medos. Mas nada que não se possa resolver com aceitação, compreensão e empatia.

Um líder capaz de introduzir a qualidade de diálogo em sua equipe de trabalho e entre essa equipe e o conjunto de clientes estará, sem dúvida, muito bem preparado para lidar com os novos tempos. Expandirá suas possibilidades de sucesso, usufruindo, de quebra, dos benefícios interiores que só uma conversa de excelente qualidade é capaz de gerar!

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