A sincronicidade da disciplina da retribuição

Sensibilizado pelo desafio de construir negócios éticos, um líder metanoico levantou a bandeira de suspender a famosa “bola” para as empresas públicas. Iniciativa corajosa, uma vez que sua empresa produz tubos e trabalha focada no saneamento básico, tendo como principais clientes prefeituras e órgãos públicos.  Se alguém duvida, basta conferir no noticiário a relação historicamente incestuosa entre o público e o privado. Na região do Nordeste, então, sem o sofisticado diferencial da propina não dá nem para começar a negociar.

O resultado de tamanha ousadia é que a empresa teve de buscar um novo foco e prospectar clientes da iniciativa privada. Atualmente, 70% do seu faturamento vêm da iniciativa privada e os outros 30%, de órgãos públicos mais idôneos, para demonstrar que ainda temos flancos de honestidade no conjunto do serviço público.

Se isso já estava bom, o melhor vem agora.

A empresa em questão era de capital árabe, portanto o que mais lhe interessava era o retorno do investimento. Sem nenhum pudor, se viesse em forma de moeda ruim, até a mudança à luz da ética. O novo rumo, portanto, foi um consistente avanço.

Como todos sabemos, o mundo vive uma dança do capital. Diariamente são fechadas cerca de trezentas fusões, incorporações, compras e vendas de empreendimentos. Foi numa dessas levas que a essa empresa corajosa dormiu árabe e acordou colombiana. A equipe reagiu, de imediato: “saímos dos petrodólares para cair nas garras no narcodólares!!!”

Como diz o lema da disciplina da retribuição, o maior milagre é ver milagres. A adquirente é uma tradicional fabricante de tubos da Colômbia. Em 1921, seu fundador escreveu uma primeira “carta” de valores, todos virtuosos, declarando jamais sucumbir à tentação de oferecer “bolas” para qualquer cliente prospectado. Pois é… alguns chamam tal sincronicidade de “lei da atração”. Mas é um claro exemplo do poder da retribuição.

Para pensar, refletir e apostar no bem. É, sem dúvida, o que virá de volta!

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