A consciência, em lugar da ilusão

Depois que eu descobrir o propósito, a minha vida vai mudar? Esta é uma pergunta recorrente dos leitores de meu livro mais recente, “O velho e o menino”. Tenho respondido: não e sim!

Primeiramente, comento: não, a sua vida não vai mudar. Você vai continuar a comer, dormir, trabalhar e descansar, como antes. Pode permanecer na mesma casa onde tem morado e também manterá o trabalho. Nem terá de mudar de amigos, de parceiros ou de país. Nada tão radical, acredite!

Mas, por incrível que possa parecer, observo: sim, você e a sua vida vão mudar completamente. Jamais será a mesma pessoa ou viverá como costumava.  Muitas coisas que antes eram insignificantes e sem sentido passam, agora, a ter significado e sentido. Você não vai mais conseguir vê-las e também seus semelhantes como sempre via. A sua relação com elas muda profundamente. Tudo tão radical, assim.

Então, muda ou não muda?

O que nos retém é a nossa inconsciência. Aquele estágio de ignorância de nem sabermos o que não sabemos, além da mania de tentar encaixar a realidade ao nosso estreito campo de visão.

O propósito vai abrir uma janela ou talvez uma réstia que seja, permitindo o ingresso da luz que ajuda a enxergar melhor o ambiente. Discernimento é o nome que se dá a essa capacidade de compreender a realidade e ajustá-la às nossas percepções, e não o contrário.

Os retornos que tenho recebido do novo livro têm me deixado muito satisfeito. É notável como cada leitor – e já conversei com muitos – vivencia uma tomada de consciência a partir de aspectos que lhe são muito pessoais. Seu campo de visão se amplia e sua percepção se refina, em razão da trilha proposta, a partir dos cinco desígnios. E o que conta é exatamente isso: a consciência em lugar das ilusões. E a expansão da consciência é a única mudança consistente que pode acontecer na vida de cada um.

É nesse estado de luz e sabedoria que o propósito se apresenta. Justamente no lugar mais natural e onde sempre esteve: no coração da criança, presente em nós.

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