A busca da melhor química

Problema número 1: nem sempre temos consciência dos nossos medos. Costumamos disfarçar, chamando-os de ansiedade, confusão, preocupação, mas são medos. Deveríamos denominá-los corretamente e fazer contato com eles. É a melhor maneira de diminuir seu tamanho, de evitar que se escondam em disfarces, como se fossem monstros batendo à porta que evitamos, a todo custo, abrir.

Não trazer os medos à consciência é deixar que atuem travestidos de várias roupagens das quais sequer nos damos conta. Elas se apresentam de diferentes formas. Não encará-las é um problema e tanto! Abrimos mão de uma oportunidade que nos é posta, deixamos de assumir determinados riscos que nos levariam a evoluir, enxergamos um mundo mais ameaçador do que verdadeiramente é e, com isso, nos encaramujamos.

Problema número 2: temos mais consciência de nossos medos do que de nossos desejos. Os medos nos retardam. Fazemos de tudo para combatê-los. E, nessa luta sem trégua nem fim, ocupamo-nos em demasia deles, a ponto de não sobrar tempo para reverter o jogo.

Há quem queira superar os medos vivendo experiências radicais. Os esportes são bons subterfúgios. Rafting, escalada, paraquedismo, slackline e outras aventuras aparentemente estimulantes. É a busca de adrenalina.

A motivação se dá pela adrenalina ou pela endorfina. Esta não se produz combatendo o medo, mas vivendo o desejo. Perceba que os dois problemas apresentados têm algo em comum: o desejo continua sendo ignorado. E ele é o melhor antídoto contra o medo. Não se trata, portanto, de combater o medo, mas de despertar e viver o desejo.

A consciência é o íntimo escondido das pessoas. Nela, chegamos ao âmago do nosso ser, onde habita o desejo mais íntimo. Sua voz nos chama, por isso é a vocação. Fica à espera de ser vivida.  Com total contentamento. Sem subterfúgios. Natural e simplesmente. Para o nosso próprio e grandioso bem!

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